
Reforma Tributária 2025: como as empresas devem se preparar para os novos impactos no financeiro
- Rogério Carboni
- 25 de set. de 2025
- 3 min de leitura

A partir de 2025, a reforma tributária brasileira começa a ganhar contornos mais concretos com a implementação das primeiras fases do Imposto sobre Valor Agregado (IVA), composto pela CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e pelo IBS (Imposto sobre Bens e Serviços). Embora o período de transição se estenda até 2033, empresas de todos os portes já precisam se preparar para mudanças que impactam diretamente precificação, fluxo de caixa, planejamento tributário e processos internos.
Especialistas alertam que o momento exige adaptação rápida e planejamento estratégico, já que o ambiente regulatório ficará mais complexo durante os próximos anos, quando coexistirão as regras antigas e as novas.
O que muda para as empresas em 2025
Com a reforma, os principais impactos para o setor privado são:
Nova lógica de tributação sobre consumo: a substituição de PIS e Cofins pela CBS e a futura transição de ICMS e ISS para o IBS trarão mudanças na base de cálculo.
Fluxo de caixa mais pressionado: o momento de recolhimento poderá ser alterado, exigindo ajustes no capital de giro.
Fiscalização digital mais rigorosa: Receita Federal, estados e municípios terão maior capacidade de cruzar dados em tempo real.
Precificação de produtos e serviços: empresas precisarão revisar margens e contratos para evitar perdas de rentabilidade.
Os principais desafios da transição
O período de convivência entre os dois sistemas tributários é visto como o maior desafio prático. “Empresas terão de lidar com cálculos em duplicidade, o que aumenta a complexidade e o risco de erros. Sem automação, o controle se torna praticamente inviável”, explica Rogério Carboni, especialista em gestão financeira e planejamento estratégico.
Entre os pontos mais críticos estão:
A necessidade de planejamento tributário em tempo real;
O risco de inconsistências em obrigações acessórias;
A dificuldade em manter acuracidade nos relatórios financeiros durante a transição.
Como preparar o financeiro desde já
A recomendação de consultores é iniciar imediatamente um processo de revisão de rotinas financeiras e tributárias. Algumas ações práticas incluem:
Mapear operações impactadas – identificar áreas onde a reforma altera cálculos ou margens.
Automatizar controles – utilizar planilhas inteligentes e ERPs integrados para reduzir falhas humanas.
Realizar simulações de cenários – calcular diferentes impactos tributários sobre faturamento e lucro.
Treinar equipes financeiras e contábeis – atualizar profissionais para lidar com a sobreposição de regras.
Revisar contratos e preços – ajustar cláusulas de repasse de impostos e margens de lucro.
O papel da automação financeira
A tecnologia será um dos pilares para a adaptação. Ferramentas como dashboards tributários, simuladores automáticos e controles integrados de fluxo de caixa permitirão às empresas ter visibilidade instantânea do impacto tributário.
Segundo Carboni, “organizações que investirem em automação agora não apenas vão se adequar às novas exigências, mas também ganharão vantagem competitiva ao reduzir custos, evitar multas e projetar margens de forma mais eficiente”.
Conclusão
Embora a reforma tributária seja vista com cautela pelo setor produtivo, ela também abre espaço para modernização da gestão financeira. Empresas que tratam o tema como oportunidade — e não apenas obrigação — estarão mais bem posicionadas para atravessar o período de transição sem sobressaltos.
A preparação antecipada, o uso de automação inteligente e o reforço da governança tributária serão diferenciais decisivos no ambiente de negócios de 2025.




Comentários